terça-feira, 6 de outubro de 2009
domingo, 23 de agosto de 2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
sábado, 6 de junho de 2009
sábado, 14 de março de 2009
A lua em dois.
- Então vai lá! Vai, vai... porque agora você tem que ser forte. E vai longe, viu?
Aí, depois de ter tomado esse empurrão, ela ligou a rádio e estava tocando uma canção que dizia:
"Se nesse momento o vento todo do mundo me abraçasse, // a lua se repartiria em dois://
Um pedaço pro mundo, // e outro que seria só meu.//
O que eu sou// é só isso:// um amor mal curado e outro tão bem cuidado// que chega a ser desperdício.
[ ... ] e amores vêm mesmo// de um jeito forte,// e quando entendê-los você não pode// o melhor é deixá-los partir."
---
O nome da canção era a "A lua em dois".
Aí, depois de ter tomado esse empurrão, ela ligou a rádio e estava tocando uma canção que dizia:
"Se nesse momento o vento todo do mundo me abraçasse, // a lua se repartiria em dois://
Um pedaço pro mundo, // e outro que seria só meu.//
O que eu sou// é só isso:// um amor mal curado e outro tão bem cuidado// que chega a ser desperdício.
[ ... ] e amores vêm mesmo// de um jeito forte,// e quando entendê-los você não pode// o melhor é deixá-los partir."
---
O nome da canção era a "A lua em dois".
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
O subjeto.

- O que seria um subjeto? Seria um objeto subjetivo ou um sujeito na pós-história?
- O que é um sujeito na pós-história?
- Ah! Não sei... Talvez tenha uma conotação anti-reflexiva... só pela existência, sabe?
- Sei não... c sabe?
- É um objeto aquém*! Um objeto sujeito da realidade, como eu e você.
- Uma realidade que gera uma materialidade? Ou não?
---
- Aqui... você acha que a samambaia gosta de cafuné?
- Sei lá! Mas acho que subjeto é um alfinete sem cabeça.
- Mas elas sentem a vibração da voz...
- Quem?
- As samambaias!
- Mas sentir a vibração da voz não é compreendê-la?
- Ah! Vou desligar... Beijos!
---
[ tu tu tu tu ]
*Advérbio
a.quém advérbio:
1. da parte ou do lado de cá
[ Para ouvir: Isotope 217. ]
- Aqui... você acha que a samambaia gosta de cafuné?
- Sei lá! Mas acho que subjeto é um alfinete sem cabeça.
- Mas elas sentem a vibração da voz...
- Quem?
- As samambaias!
- Mas sentir a vibração da voz não é compreendê-la?
- Ah! Vou desligar... Beijos!
---
[ tu tu tu tu ]
*Advérbio
a.quém advérbio:
1. da parte ou do lado de cá
[ Para ouvir: Isotope 217. ]
---
[ Isso tudo porque é muito mais viva a vida quando a gente se expressa facilmente! ]
G. Pains
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
A conversinha.
- O que esse olhar quis passar?
- Esse olhar passou?
- Não sei. Você sabe?
- Não.
[ .silêncio. ]
- O que esse olhar quis expressar?
- Não sei ao certo. Mas penso que ele expressou.
- Ele expressou?
- Não! Ele expressa.
- Bah! Você só conjuga verbos.
- Eu?
- É... Você.
- Então tá. Vamos terminar por aqui?
- Pode ser na cama?
- [ ... ].
- Esse olhar passou?
- Não sei. Você sabe?
- Não.
[ .silêncio. ]
- O que esse olhar quis expressar?
- Não sei ao certo. Mas penso que ele expressou.
- Ele expressou?
- Não! Ele expressa.
- Bah! Você só conjuga verbos.
- Eu?
- É... Você.
- Então tá. Vamos terminar por aqui?
- Pode ser na cama?
- [ ... ].
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
O limite.
Ainda naquele devaneio que nos leva ao encontro de definições:
[ ou não ]
- Gostar é um quadrado que não tem quadrado. Concorda?
- Maybe baby.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
A saudade.
Calma!
Calma que tudo vai acontecer!
Acalma-te, coração!
Ela vai.
Ele vai.
Ela vem e ele também.
Então, caia.
A noite caia.
A lua caia.
O mundo caia.
- Tudo caia?
- Sim!
Depois, dizia.
Dizia... que era poesia.
---
Para ouvir: Mojo Club Dancefloor Jazz Vol. 1.
Para fumar: Marlboro Light.
Para beber: Uvas Malbec fermentadas na região de Mendoza.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
O aleatório.
A gente se faz lua, vogal e consoante.
A gente se faz. [ na noite, na cama, no sofá, no chão, , , , , , ... ]
***
Mais uma do caderno de anotações "Frases soltas".
A gente se faz. [ na noite, na cama, no sofá, no chão, , , , , , ... ]
***
Mais uma do caderno de anotações "Frases soltas".
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
A temperatura.

[ colortemp.jpeg ]
Lord Kelvin.
"Consideramos a luz branca como a soma de todas as cores, mas a maior parte das fontes de luz com as quais convivemos não possuem este equilíbrio das luzes, e sempre tendem para tonalidades avermelhadas ou azuladas (e intermediárias). No século 19, um físico escocês chamado Lord Kelvin criou uma forma de medir estes desvios da luz, e desenvolveu uma tabela relacionando a temperatura da cor à cor da luz."
Listen:
Phonique - The red dress.mp3
Listen:
Phonique - The red dress.mp3
domingo, 7 de dezembro de 2008
sábado, 6 de dezembro de 2008
A paixão.

CORRE!
corre.
CORRE!
corre.
corre, corre, corre!
cor?
corrr...
coração.
vermelho?
coração vermelho.
Por que?
O porquê.
Porque fui gostar de você assim.
- Aqui!
- Onde?
- Nesse cabaré romântico. Com essa boca fruta.
Corre.
Corre.
Pra lá.
Não! Corre pra cá!
Isso.
É.
---
Respiro fundo [para depois suspirar.]
[suspiro!]
---
- Psiu! Segredo nosso.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
A quinta.
- Ei, tudo bem?
- Tudo! E com você?
- Tudo ótimo, menina... ainda boba e bêbada de espumante.
- Foi legal?
- Muito!
- Que bom então! Até logo!
- Inté!
[ piiiiiiiiiiiii ]
Na verdade, ela não deu conta de levar um diálogo coerente até o fim do dia.
A ressaca era real e o telefone não parava:
- Ei, tudo bem?
- Tudo! E com você?
- Tudo ótimo, menina... ainda boba e bêbada de espumante.
- Foi legal?
- Muito!
- Que bom então! Até logo!
- Inté!
[ piiiiiiiiiiiii ]
---
Ela ficou lá [ sentada ].
Preparou algumas pautas e pensou nos sorrisos que começaram ontem e que queria levar para Barcelona.
domingo, 26 de outubro de 2008
A reconfiguração (ou "a roleta").
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
O sistema.

Após perder o celular pela terceira vez só neste ano de 2008, tomei uma decisão sensata:
o próximo aparelho que eu comprar será extremamente básico - deve efetuar e receber chamadas e enviar mensagens.
Ok.
Com essa proposta, roubei uma tarde da rotina para resolver o problema.
Afinal, ir à lojas de operadoras telefônicas é uma coisa que relaaaaaxa.
Sexta-feira, comprei um novo aparelho (bem simples), mas logo no segundo dia de utilização ele apresentou um defeito.
Quarta-feira (hoje) fui trocar e... surpresa!
O atendente disse que eu só poderia fazer a troca em uma autorizada, uma vez que o tempo de vida do celular já tinha ultrapassado 1 HORA!
Ou seja, você tem 1 HORA para identificar que o seu aparelho não está legal, caso contrário, vai ter que ir em outro lugar para tentar solucionar essa questão.
Porém, sou um ser falante.
Pois bem:
- 1 HORA? Eu tenho 1 HORA para procurar defeitos no meu celular? 1 HORA assim que eu sair da loja?
- Não, senhorita. 1 HORA de vida útil, isto é, de ligações.
- Ah! Então quer dizer que quando o aparelho não está sendo utilizado ele é considerado morto?
- Senhorita...
- Mas moço, eu comprei na sexta, tem menos de uma semana, hoje é quarta, tenho meus direitos, sou protegida pelo código do consumidor e blah.
- Senhorita, não é possível efetuar a troca aqui nessa loja.
- Moço, só vou sair daqui quando esse aparelho for trocado.
[ SILÊNCIO ]
Adivinhem?
O aparelho não foi trocado, o tal "moço" me deu um papelzinho xerocado medíocre com o endereço das autorizadas e eu fiquei BEM aborrecida.
O defeito:
Quando o celular é colocado para recarregar, ele fica apitando loucamente.
Imagina! Um "pi pi pi" desgraçado durante a madrugada?
A solução:
Telepatia.
Ao menos, o gerúndio não foi muito utilizado e o atendente (provavelmente) vai ficar o ano todo explicando isso para outras pessoas, enquanto o chefe dele vira cliente master plus dos bancos e manda o dia inteiro por meio de um aparelho que só falta andar para ser mais completo.
o próximo aparelho que eu comprar será extremamente básico - deve efetuar e receber chamadas e enviar mensagens.
Ok.
Com essa proposta, roubei uma tarde da rotina para resolver o problema.
Afinal, ir à lojas de operadoras telefônicas é uma coisa que relaaaaaxa.
Sexta-feira, comprei um novo aparelho (bem simples), mas logo no segundo dia de utilização ele apresentou um defeito.
Quarta-feira (hoje) fui trocar e... surpresa!
O atendente disse que eu só poderia fazer a troca em uma autorizada, uma vez que o tempo de vida do celular já tinha ultrapassado 1 HORA!
Ou seja, você tem 1 HORA para identificar que o seu aparelho não está legal, caso contrário, vai ter que ir em outro lugar para tentar solucionar essa questão.
Porém, sou um ser falante.
Pois bem:
- 1 HORA? Eu tenho 1 HORA para procurar defeitos no meu celular? 1 HORA assim que eu sair da loja?
- Não, senhorita. 1 HORA de vida útil, isto é, de ligações.
- Ah! Então quer dizer que quando o aparelho não está sendo utilizado ele é considerado morto?
- Senhorita...
- Mas moço, eu comprei na sexta, tem menos de uma semana, hoje é quarta, tenho meus direitos, sou protegida pelo código do consumidor e blah.
- Senhorita, não é possível efetuar a troca aqui nessa loja.
- Moço, só vou sair daqui quando esse aparelho for trocado.
[ SILÊNCIO ]
Adivinhem?
O aparelho não foi trocado, o tal "moço" me deu um papelzinho xerocado medíocre com o endereço das autorizadas e eu fiquei BEM aborrecida.
O defeito:
Quando o celular é colocado para recarregar, ele fica apitando loucamente.
Imagina! Um "pi pi pi" desgraçado durante a madrugada?
A solução:
Telepatia.
Ao menos, o gerúndio não foi muito utilizado e o atendente (provavelmente) vai ficar o ano todo explicando isso para outras pessoas, enquanto o chefe dele vira cliente master plus dos bancos e manda o dia inteiro por meio de um aparelho que só falta andar para ser mais completo.
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