
anda e debanda com a banda.



Sempre tão bela, oh primavera!
[ provavelmente, muitos já fizeram essa rima, que de tão boba chega a ser agradável ]
Amo flores, cores quentes, alegria, vestidos, drinks de frutas e cabelos ao vento.
Ok.
Acabou o deslumbre, mas continua sendo minha estação favorita.
Primavera? Primavera me lembra paixão.
E, agora a primeira pessoa se retira:
.
.
.
A paixão é uma patologia que confirma o desequilíbrio humano.
Relações fragmentadas,
merecedoras de muita confusão e angústia.
(para pouco tempo)
escorre, escorre, escorre...
Relações fragmentadas,
dignas de muitos calmantes e bebidas.
(para pouca vida)
morre, morre, morre...
Relações fragmentadas,
modernas e desprezíveis.
(para muita gente)
corre, corre, corre...
.
É, o negócio é prosa... porque poesia, definitivamente...
tsk tsk tsk

- Tia, agora tá certo?
No início era assim:E se um fantasma lhe batesse à porta?
Qual seria a melhor coisa a fazer?
Nessa tarde um apareceu por aqui.
Certamente, o ectoplasma precisava dizer algo e como nunca gostei de coisas mal resolvidas, não pude deixar de atendê-lo. Mas, existe uma incoerência nesse contexto: desde quando fantasmas interfonam?
Até o ponto que eu saiba, eles não precisam de permissões... ou precisam? Enfim. O fato é que o deixei entrar e não compreendi muito bem suas palavras, apesar da objetividade demonstrada. Acontece que seu corpo também falava, ainda que não estivesse presente.
Como todo bom fantasma, esse estava morto e não me assustou nem um pouco. Aquele chavão nunca teve tanto valor “tenho medo é dos vivos”. Não precisei oferecer nenhuma bebida (até porque as minhas já estavam acabando), fiquei receosa dele pensar que eu estaria zombando. Imagina...
Conversamos. O coitado só queria desabafar. Falou a respeito de acontecimentos passados, que precisei resgatar na memória.
Foi meio, digamos... etéreo?
Espero que não tenha encontrado nenhum obstáculo no caminho de volta para o além.