
Asher Durand, Early Morning at Cold Spring, pormenor, 1850
Sempre tão bela, oh primavera!
[ provavelmente, muitos já fizeram essa rima, que de tão boba chega a ser agradável ]
Amo flores, cores quentes, alegria, vestidos, drinks de frutas e cabelos ao vento.
Ok.
Acabou o deslumbre, mas continua sendo minha estação favorita.
Primavera? Primavera me lembra paixão.
E, agora a primeira pessoa se retira:
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A paixão é uma patologia que confirma o desequilíbrio humano.
Quando não é correspondida se assemelha ao suor secado pelo calor do sol.
Fica impregnado e você não vê a hora de tirá-lo.
Toma banho, esfrega e reza para que toda aquela secreção desça pelo ralo.
E, ainda desconfiado, pega uma bucha e esfrega a pele até começar a vermelhidão. Não satisfeito, esfrega mais e mais. Sangra.
Nesse momento, certamente, o suor já se foi, mas sua essência abraça sua carne como um vampiro, cresce como rizomas, atinge a alma e impossibilita a paz.
Drama? Ah, sim. É a principal característica.